MACONHA
Os produtos da "Cannabis sativa" são habitualmente consumidos
por via pulmonar (fumados), embora possam ser usados por via oral (comidos),
como ocorre em populações indígenas.
* EFEITOS DA SUBSTÂNCIA:
Os efeitos psíquicos resultantes do uso da maconha apresentam grande
variabilidade, inclusive em função das expectativas do individuo. Predominam
sensação agradável de relaxamento, diminuição da ansiedade, aumento de
apetite, sensação de euforia, alterações na percepção do espaço e da
passagem do tempo. Com doses mais elevadas: perturbações da memória e do
pensamento, medo, ansiedade, sensação de estar sendo observado, mal-estar
difuso.
Como efeitos físicos, taquicardia, hiperemia conjuntival, boca seca e
tremores discretos nas mãos, prejuízo da coordenação motora e diminuição
da força muscular.
* INTOXICAÇÃO AGUDA:
Distinguem-se as reações tóxicas e as de pânico. O uso de grandes
quantidades pode provocar reações tóxicas, usualmente caracterizadas por uma
SCO e/ou ideação paranóide. Estados psicóticos temporários caracterizam-se
por alucinações sem confusão, além de idéias paranóides.
Nas reações de pânico existe um exagero dos efeitos usuais da maconha,
com forte ansiedade, medo de perder o controle ou ficar louco; temor de doença
física.
* DANOS E DOENÇAS COMUMENTE ASSOCIADOS:
Prejuízo da memória de fixação e do aprendizado. Certos autores falam
de "síndrome amotivacional": desinteresse e desmotivação para as
tarefas comuns, bem como para estudo, trabalho e namoro. Maior incidência de
infecções de vias aéreas superiores e diminuição
da capacidade vital
pulmonar. Discute-se, ainda, se a maconha, tal qual o tabaco, pode causar câncer,
diminuição da fertilidade, no homem (reversível)
* SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA:
Não ha comprovação de síndrome
de privação por uso de maconha. Aparecendo sintomas, pode-se esperar que o
quadro seja limitado e que desapareça rapidamente.
* TRATAMENTO:
Consiste, prioritariamente, na tranquilização do paciente quanto à
origem dos sintomas e seu breve desaparecimento. Caso o mesmo esteja "fora
da realidade", sugerir hospitalização de curto prazo; medicação
antipsicótica pode ser indicada
para estados psicóticos, mas a muito curto prazo.
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