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Histórico do CMT |
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Em 1983, no governo Tancredo Neves, o Secretário de Saúde Dario Faria
Tavares, em decisão inovadora, ao perceber que o problema de drogas
deveria ser tratado no âmbito da saúde, transferiu o serviço de atenção
a usuários de drogas da Secretaria de Segurança Pública para a Secretaria
de Saúde, criando a Unidade de Reintegração Social (URS), que funcionava
no Hospital Maria Amélia Lins da Fundação Hospitalar do Estado de
Minas Gerais (FHEMIG).
Em 1985, a Unidade passou a funcionar em sede própria, recebendo o
nome de Centro de Reintegração Social (CRS).
Em 1986, o serviço passou a se chamar Centro Mineiro de Toxicomania
(CMT). Foi um dos primeiros serviços públicos de saúde destinados ao
tratamento de alcoolistas e toxicômanos. A partir do referencial teórico
da Psicanálise, o CMT desenvolveu sua experiência clínica, contando
também com outras áreas de saber, como a clínica médica, a psiquiatria
e a saúde mental.
Em 1988, o CMT foi reconhecido como centro de referência regional na
área das toxicomanias pelo Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN)
e , no ano de 1999, a Secretaria Nacional Antidrogas o reconheceu como
centro de excelência na área do tratamento.
No ano de 1993, o CMT foi cadastrado como Núcleo de Atenção Psicossocial
(NAPS) , dispositivo da política de reestruturação da atenção em saúde
mental , no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em outubro de 2002, o CMT foi recadastrado como Centro de Atenção
Psicossocial - álcool/ drogas (CAPS ad), dispositivo que ocupa função
estratégica no SUS, na implantação do Programa de Atenção Comunitária
Integrada, lançado pelo Ministério da Saúde, em 2002.
Em 2003, o CMT foi vinculado à Sub-Secretaria Antidrogas da Secretaria
do Estado de Desenvolvimento Social e Esportes/ MG.
Em toda a sua trajetória, o CMT propiciou espaços de interlocução em
torno de sua experiência clínica. Realizou, até o momento, 15 jornadas
de trabalho, nas quais estiveram presentes vários convidados, entre
eles: Bernard Lecoeur, Diana Rabinovich, Eduard Mac Rae, Francisco
Inácio Bastos, Guy Clastres, Hugo Freda, Lígia Bittencourt, Luís Matias
Flach, Marcelo Santos Cruz.
Em relação à prevenção, em seus 20 anos de existência, o CMT desenvolveu
atividades de informação na comunidade (escolas, centros de saúde,
associações comunitárias, etc) e na própria unidade (grupos de informação).
Além de atividades pontuais, a instituição realizou de modo sistemático
algumas intervenções no campo da prevenção em alguns municípios mineiros:
Itabira (1992), Ouro Preto (1997/2000), Belo Horizonte (1997/2000,
através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação),
Patos de Minas (1998/2000). No ano de 1998, através de um convênio
firmado entre Coordenação Nacional de DST/Aids -Ministério da Saúde/UNDCP/FHEMIG,
O CMT desenvolveu projetos de prevenção na área de drogas/DST/Aids.
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