Menu
Principal
Publicações
Perfil Epdemiológico
Compras
Produção Literária-CAPS
Fórums
FAQ
Imagem do Dia
Links
Registre-se
Estatísticas
Entre em contato
Login
Login:

Senha:

lembre me

Registre-se, é grátis!
Perdeu sua senha?
Usuários Online
Existem:
0 usuários registrados
e 4 convidados online agora.
Drogas e Álcool


COCAÍNA

Em nosso meio a cocaína é utilizada, principalmente, por três vias: nasal (aspirada), endovenosa (EV) e pulmonar (fumada sob a forma de crack). 

                                                                          

* EFEITO DAS SUBSTÂNCIAS:                                                 

  Sensação de euforia e bem-estar, idéias de grandiosidade, irritabilidade, aumento da atenção para estímulos externos, prejuízo na capacidade de avaliação e julgamento da realidade. O usuário passa a  falar  e a mover-se  com maior rapidez e não sente sono, fome ou fadiga.                     

  Com o aumento da dose: reações de pânico, sensação de estar sendo perseguido, às vezes alucinações auditivas e táteis (escutar vozes, sentir sensações de bichos andando pelo corpo). O quadro completo é chamado de psicose cocaínica, com manifestações paranóides agudas.                    

                    

* INTOXICAÇÃO AGUDA:                                                      

  Em intoxicação com doses mais altas, quadro de confusão mental (síndrome Cerebral orgânica - SCO), discurso incoerente, surgimento de comportamentos bizarros.                                                           

  Elevação da pressão arterial e da freqüência cardíaca podendo causar diminuição do diâmetro das artérias coronárias. A combinação desses dois fatores pode também provocar infarto do miocárdio, mesmo em pessoas sem problemas cardíacos prévios. Podem ocorrer arritmias causando morte súbita.  Menciona-se sangramentos cerebrais em pessoas que tenham malformações vasculares (o que não e raro), bem como convulsões generalizadas. Pode haver hipertermia, passível de induzir convulsões.                            

  O consumo elevado de cocaína pode ocasionar a morte por parada respiratória, causada por ação direta nos centros nervosos responsáveis pelo controle involuntário da respiração.                                       

                                                                          

* DANOS E DOENÇAS COMUMENTE ASSOCIADOS: 

  Com uso nasal: perda da sensibilidade olfativa, atrofia da mucosa com rinite crônica e perfuração do septo nasal                 

  Com uso pulmonar: possibilidade de lesão pulmonar com diminuição da capacidade de oxigenação no sangue, por fibrose intersticial.

  Com uso endovenoso: por esta via ocorrem dois tipos de complicações, não infecciosas e infecciosas(aquelas causadas por contaminação quando da aplicação da injeção).                     

 

 * COMPLICAÇÕES  NÃO INFECCIOSAS:

O pó da cocaína contem em geral, substâncias adicionais (impurezas). Na injeção, estas podem causar reações alérgicas, de gravidade variável, indo de um simples "rash" cutâneo (pele avermelhada e irritada) até a morte. Embolia  e  fibrose pulmonar podem ocorrer reações de irritação local e flebite.                                                

 

* COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS :

Causadas pelo uso comum de utensílios contaminados, utilizados no preparo e na aplicação da injeção, tais como agulhas, seringas, potes, colheres, etc. Abscessos de pele e músculos, infecções sistêmicas: endocardite bacterianas infecções pulmonares, hepatites virais, doença de Chagas, sífilis, septicemias e AIDS.                             

É importante salientar que as complicações por uso endovenoso de drogas podem ocorrer mesmo em usuários esporádicos embora os dependentes apresentem maior probabilidade para as mesmas.                                               

                                                                          

* SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA:                                                 

A existência de uma síndrome de abstinência de cocaína é hoje cientificamente aceita. As manifestações clínicas, embora ainda  controvertidas  e mal definidas, sobretudo em relação à duração, incluem cansaço e sono in  tensos, aumento do apetite, irritabilidade, ansiedade, depressão,  anedonia, distúrbios do sono (insônia ou hipersonia) e retardamento psicomotor  e fissura pela droga. Estas manifestações desaparecem progressivamente em algumas semanas.                                                         

  Estudos recentes dividem a síndrome de abstinência de cocaína em 3 fases, a saber:                                                                

  A - fase aguda ou "crash", vista após uso prolongado de altas doses de cocaína e caracterizada por intensa fadiga e depressão grave, às vezes acompanhada de ideação suicida;                                     

  B - fase de abstinência gradual;                                        

  C - fase de extinção, cuja duração variaria de 1 a 10 semanas.          

                                                                          

* TRATAMENTO FARMACOLÓGICO PARA A DEPENDÊNCIA E ABUSO DE COCAÍNA:         

  1 - intoxicação aguda: O tratamento da intoxicação aguda por cocaína tem sido objeto de pouca investigação sistemática. Em geral, como não existe antídoto especifico, da cocaína, o tratamento é tipicamente sintomático e de suporte. A intoxicação aguda por cocaína pode provocar delírios paranóides.  Embora  drogas  neurolépticas       possam ser usadas, a maioria dos pacientes recupera-se em poucas horas sem requerer nenhum tratamento. Os pacientes que se tornam extremamente agitados e/ou potencialmente perigosos podem exigir sedação,       geralmente usando um benzodiazepínico.                               

      O uso agudo de cocaína pode também provocar hipertensão, taquicardia e convulsões. Informações de estudos com animais e de alguns estudos clínicos contra-indicam o uso de bloqueadores adrenérgicos e antagonistas dopaminérgicos nos casos de intoxicação aguda por cocaína. Ha relatos favoráveis quanto ao uso do labetalol, nestes casos, mas não há estudos clínicos confirmando tais relatos. Os  benzodiazepínicos são freqüentemente usados na intoxicação aguda por cocaína. Não há evidência de que os anticonvulsivantes previnam as convulsões provocadas pela cocaína, não estando os mesmos indicados para este propósito.                                                               

                                                                           

  2 - Tratamento da síndrome de abstinência: Embora uma série de   estudos mostre resultados promissores,      nenhuma medicação com eficácia comprovada foi encontrada para o tratamento da dependência de cocaína, mesmo após o estudo de mais de 20 medicamentos diferentes. Conseqüentemente, o  tratamento farmacológico da dependência de cocaína não e ordinariamente indicado na abordagem inicial do paciente dependente da droga. Entretanto,  pacientes  com formas mais graves de dependência ou que não respondem ao tratamento       psicossocial podem ser candidatos a uma terapêutica de prova.  Até o momento, a desipramina, um antidepressivo tricíclico, e a amantadina,  uma amina tricíclica antiviral usada na doença de Parkinson, parecem  ter tido os melhores resultados para aquele fim.                    

      Outros agentes usados no tratamento da dependência de cocaína de forma experimental e não definitiva: carbamazepina, fluoretina, maprotitilina, bupropiona, buprenorfina, dentre outros.


Menu Principal

Acesso Rápido

C M T
Situação atual
Histórico
Estatística
Serviços Prestados
CAPS
Ensino
Pesquisa
Prevenção
Biblioteca
N. E. P.
Estágio
Jornada
Capacitação
Visita Técnica
Grupo de Informação
Drogas e Álcool
Orientação Preventiva
Artigos Clínica Médica
Publicações SENAD
Sub-Sec. Est. Anti-Drogas
Imagem do Dia
por CMT